O Principio da Autoridate
Todos os esportes têm um árbitro. Em alguns, sua participação é mínima:
única e exclusivamente para que a autoridade seja patente. Em outros, muitas
jogadas dependem da avaliação do árbitro porque, ainda que as leis sejam
muito concretas, é ele que tem a última palavra. Um dos exemplos mais claros
é no handebol: grande parte de suas regras são aplicadas em último caso,
de acordo com o critério do árbitro (jogo passivo, faltas de defesa e ataque,
passos…). Ainda que seja difícil, um bom esportista é aquele que sabe intervir
no jogo e submeter-se à autoridade do árbitro, inclusive quando este
se engana. O esportista sabe que ao submeter-se à autoridade, não só está
cumprindo as leis às quais se submete, como ajudando a não criar um clima
de violência nas torcidas.
Mas, como é difícil! Às vezes, a mesma palavra nos faz tremer! Por que
tem que haver autoridade? Não iríamos viver melhor sem elas? Se fôssemos
capazes de viver sem cometer um só erro, sim: seria melhor viver sem autoridade.
Mas, creio que estamos muito longe disto. Por outro lado, e pensando
bem, a autoridade nunca é destrutiva. Posso até afirmar que é impossível ser
livre se não existir uma autoridade. Por quê? Porque nosso afã ambicioso e
nosso desejo de expansão nos levariam em muito pouco tempo a esmagar a
liberdade dos outros. É por isso que Deus nos deu situações de autoridade:
existe a autoridade familiar, a autoridade social e política, a autoridade espiritual
e eclesiástica. Temos o dever de nos submeter a todas elas. Até que
ponto? Até que não caia em contradição direta com a Palavra de Deus e,
portanto, em contradição com o próprio Deus.
Muitas vezes esquecemos que o mundo é escravo do pecado e, portanto,
obedece à sua própria autoridade: o mal. Um dia nós também éramos
escravos do mal, mas Deus nos libertou e nos fez seres capazes de decidir,
de atuar, de pensar. Fez de nós Seus próprios filhos e, consequentemente, nós
estamos debaixo de Sua autoridade.
Deus fez desaparecer a tirania de nossa vida. Estávamos debaixo do
ditador do mal e Ele nos fez vencer os poderes das trevas. Agora, nós pertencemos
a Ele. Agora, somos servos de Deus. Além disso, somos também
Seus amigos, como o próprio Senhor Jesus disse: Já não somos estranhos,
agora somos filhos.









