Contando Até Dez

George Gervin foi o “cestinha” da NBA por quatro vezes (1978,79,80 e 82) e melhor jogador do All Stars (jogo com os melhores jogadores da liga) no ano de 1980. Foram nove temporadas jogando pelos San Antonio Spurs. Quando estava na Universidade foi selecionado para participar das Olimpíadas de Munique 1972, mas brigou com outro atleta num jogo, sendo expulso da Universidade para sempre. Anos mais tarde, pôde entrar nos profissionais — quase um milagre, já que todos tinham se esquecido dele. Tudo por causa de uma briga.
Muitas vezes estamos a ponto de explodir. Alguém aprontou alguma conosco (ou pelo menos pensamos que o fez) e em seguida queremos que pague por sua ousadia. É muito fácil nos irritarmos e isto acontece com muita rapidez. Vidas inteiras se perdem e, o que é mais triste, pessoas morrem por causa de uma coisa pequena, um insulto ou uma irritação que terminou em violência. Irritar-se ou não, aí está o dilema.

É muito difícil convencer os outros de que responder com a mesma moeda quando nos atacam, nunca é a solução. O único que se obtém é desencadear a violência e a vingança, e Deus diz que violência e vingança são pecados. A violência não pode resolver um conflito ocasionado por outra violência, mas só faz aumentar o “climax”, assim como um fogo incontrolado que se estende, alcançando culpados e inocentes. Não, a violência nunca é a resposta adequada, a violência nunca é a solução.

Na Bíblia está escrito que o fruto do Espírito é composto também por domínio próprio. Uma pessoa tem domínio próprio quando sabe esperar e não responde com violência. A história da humanidade nos mostra centenas de exemplos de pessoas que tiveram domínio próprio e foram tão valentes que souberam não responder com o mal ao ataque violento. Deus diz que a gente pode se irar, se posicionar contra o que vai mal, falar e dizer claramente quais são as situações que destroem o homem…, mas nunca, nunca, nunca, pecar.

Deus não diz que não podemos ter um caráter forte e para não ferimos o outro, Deus não nos proíbe de dizer o que pensamos. Deus não pede que estejamos sempre tranquilos e que nosso espírito não se preocupe com as maldades que existem no mundo. Não, Deus espera que sejamos fortes e que o Maligno tema nossas palavras e nossos atos. Mas Deus espera, também, que nunca façamos coisas das quais depois tenhamos que nos arrepender. O Espírito de Deus é de domínio próprio, e nós demonstramos que somos filhos de Deus quando esse domínio próprio governa nosso ser. Não se esqueça: responder com violência nunca é a solução.

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Este devocional foi extraído do livro Linha de Chegada, publicado por Publicações RBC.


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