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Numa das últimas eliminatórias da Copa do Mundo de futebol celebrada no
México (1986), Brasil e França estavam jogando os últimos minutos do segundo
tempo. Zico e Silas, jogadores reservas da seleção naquele jogo, foram para
o aquecimento, mas só Zico entrou. O jogo terminou empatado 1 a 1, e na
prorrogação, entrou o Silas. Numa das últimas jogadas, Silas chutou ao gol e
a bola bateu no travessão. Finalmente, a França eliminou o Brasil nos pênaltis.
Silas, um grande jogador, recorda aquele momento e diz: “Esta grande derrota
não mudou minha vida; a única mudança na minha vida foi aceitar Jesus como
meu Salvador.”
Muitas vezes é bom “repetir” as jogadas, voltar a vê-las “mentalmente”,
pois se aprende muitas coisas. Não só quando se ganha, mas acima de tudo
quando se perde. É um tempo que ganhamos, tempo que nos pertence, se
soubermos aproveitá-lo.
1. Confessar nossos erros: quando falhamos, devemos confessar nossa
culpa. Pensar e meditar no que erramos; pedir perdão a quem for necessário.
Lembra o versículo? “Todo o povo chorava…”. No esporte, nas relações com
os outros, com a família… e acima de tudo em nossa relação com Deus, é de
crucial importância reconhecer nossos erros.
2. Aprender com o que acontece: se confessamos nossos erros, mas não
aprendemos com eles, só percorremos a metade do caminho. Deus permitiu
nossa queda para que aprendêssemos muitas coisas dele, e se não aprendermos,
viveremos derrotados toda nossa vida. Já disse o sábio na antiguidade:
“Quem esquece o passado tende a repeti-lo.” De vez em quando é necessário
deixar páginas abertas do passado para reconhecer aquilo que fizemos mal, e
que é perigosíssimo repetir.
3. Esquecer a derrota e seguir adiante: Nenhuma condição é permanente:
nem a vitória nem a derrota. Se cairmos, não devemos ficar assim. Na próxima
vez pode ser diferente! Se ganharmos, devemos ter cuidado de não achar
que já está tudo feito, que não precisamos aprender mais. Deus nos oferece a
possibilidade do perdão: devemos ir até Ele, e deixar as coisas em Suas mãos.
Nenhuma lembrança tem direito de nos atormentar, da mesma maneira que
nenhuma vitória pode nos fazer pensar que não necessitamos de Deus.
4. Olhar para o futuro e renovar as esperanças para o jogo seguinte: “Virar a
página”, e nos concentrarmos no que está por vir… é como se começássemos
do zero outra vez: o que passou só conta para nossa sabedoria, para que não
caiamos nos mesmos erros; para que aprendamos a confiar mais em Deus.









