Desenterre a Bicicleta
O Tour de France do ano de 1947 teve um desenlace inesperado: Bramb illa,
o líder, perdeu o primeiro lugar nos últimos 100 km de corrida, e o Tour
foi ganho por Robic. Depois de muitos ataques durante as últimas etapas,
Brambilla não pôde resistir ao último e perdeu a corrida. Esta derrota o deixou
completamente decepcionado. Tanto que pegou sua bicicleta e a enterrou no
jardim de sua casa.
Muitas pessoas seguiram o exemplo de Brambilla e também “enterraram
sua bicicleta”. Deixaram de lado todas as possibilidades de relação com Deus
por qualquer fracasso que apareceu em suas vidas.
Não é difícil encontrar razões para se esconder. Não é difícil argumentar
contra tudo e contra todos de que Deus não existe, e que, se existe, não se
preocupa conosco. Muitos acham que é relativamente simples falar contra
Deus ao verem centenas e centenas de situações irremediáveis: pobreza,
fome, catástrofes, o mal, a morte, a desolação. Muitos encontram centenas
de perguntas sem resposta, e então creem que a melhor maneira de explicar
o mundo é esconder Deus, afirmar que Ele não está “nem aí”, dizer que o
mundo escapou de Suas mãos.
Não há nada mais contrário à realidade do que isto. Deus esta aí, sim,
e Ele controla todas as coisas. Ele não fez o mal; somos nós mesmos que
aceitamos esse mal e o promovemos quando vamos contra as leis de Deus.
Observe atentamente tudo que o rodeia e estude com calma: cada coisa que
você joga a culpa em Deus acha realmente que Ele a tem? Pense na fome.
Quem distribui as riquezas? Deus ou o homem? Pense na morte. Quem a
provoca? Quem mata seus semelhantes por poder, por dinheiro, por prazer?
Pense em cada um dos males desta vida e observe. Olhe para dentro de si,
porque o mal nasce em cada um de nós.
Não poderia sair nada bom de nossa rebelião contra Deus. Como você
pode pôr a culpa em Deus do que acontece num mundo completamente
rebelde a Ele? Durante anos não lhe fizemos caso, e, quando algo ruim nos
acontece, a culpa é dele? Inclusive os que dizem que Deus não existe põem
a culpa nele quando algo anda mal. Que contrassenso! Será que a culpa
está dentro de nós mesmos? Será que não somos valentes o suficiente para
afrontarmos nosso próprio pecado? Será que não “enterramos a bicicleta” em
muitas situações, para não reconhecer nossos próprios erros?









