Festa no Céu
Ontem falávamos de Jesse Owens e seu fabuloso recorde de distância. Jesse
ganhou a medalha de ouro nesta prova, nos Jogos Olímpicos de Berlim em
1936, e seu adversário mais direto era o alemão Lutz Long. O público queria
uma disputa entre os dois (Jesse era negro e Lutz, branco e alemão). Quando
os dois atletas conversaram, descobriram que ambos tinham muitas coisas
em comum: os dois eram cristãos e amavam ao mesmo Deus. Aquele foi o
começo de uma amizade inseparável. Após a morte de Lutz, nos campos da
Sicília durante a Segunda Guerra Mundial, Jesse pagou todos os estudos
nos EUA ao filho do seu amigo alemão. O mundo ficou emocionado por esta
demonstração de carinho.
Não é mentira afirmar que o céu também se alegrou com esta amizade.
A Bíblia diz que há gozo no céu quando fazemos algo digno do caráter de
Deus. Os anjos são nosso “público”, e, estão vendo o que fazemos e aprendendo
com nossos atos. Assim, quando algo bom acontece, eles exultam e se
alegram como nós o fazemos aqui quando nossa equipe marca um gol. Bem,
tenho certeza que você me entende.
E a maior alegria no céu acontece quando alguma pessoa se entrega a
Cristo. Há muita festa e alegria sem igual. Cada pessoa que aceita ao Senhor
Jesus em sua vida, se converte em um novo “morador” do céu e, portanto, é
recebido com alegria, que só se compara àquela que existirá quando chegar
lá, com um corpo transformado. Por isto, perseveramos para que outras pessoas
conheçam ao Senhor, e nos alegramos também quando algum amigo
crê em Jesus. A alegria é sem igual, única e transbordante.
Agora, pense só por um momento: quantos instantes de alegria você
já provocou no céu? Quantas pessoas conheceram ao Senhor pelo seu testemunho?
Quantos atos seus levantaram admiração nas alturas? Quantas
vezes os espectadores celestiais permaneceram imóveis de assombro diante
de seus atos? Espero que os que nos contemplam não fiquem sonolentos,
nem aborrecidos, como ficamos nos jogos em que nada acontece. Espero
que não tenham que tapar seus olhos de vez em quando, ao ver as barbaridades
que fazemos. Espero que depois de 20,30,40 ou 70 anos nos
olhando, não tenham que dizer: “não aprenderam nada”. Espero que no céu
haja alegria ao contemplar a sua vida e a minha vida.









