Nem Tudo que Reluz é Ouro
O ciclismo é um dos esportes mais difíceis. O rosto do ciclista mostra o seu
sofrimento quando sobe montanhas, ou quando já percorreu mais de 200 km
no selim. Alvaro Pino é um dos mais famosos ciclistas da Espanha e talvez o
melhor da década de 1990, na Europa.
No ciclismo, como em qualquer outro esporte existem regras para serem
seguidas. Uma das menos conhecidas é a proibição de “andar no vácuo”: em
uma prova contra o relógio é proibido ir atrás de outro corredor aproveitando-
-se de seu esforço. Quando se dirige no vácuo, não se necessita muito esforço
porque o corredor que está na frente enfrenta todos os contratempos: vento na
face, cansaço e solidão. Portanto, em corridas de índice isto é proibido.
Um dos problemas mais graves em nossa sociedade é a quantidade de
pessoas que se aproveitam do esforço alheio. Tiram vantagens do trabalho
e esforço realizado por outras pessoas para receberem o reconhecimento
indevido. Mas quando algo errado acontece, escondem-se e tentam evitar as
consequências de seus erros.
Muitos cristãos vivem da mesma maneira. Fingem que são cristãos
dizendo as coisas certas e fazendo o bem, convencem a todos e a si mesmos.
São bons atores: atuam para obter admiração e quando ninguém os
observa, não se comportam como cristãos. E no final, nem eles próprios se
reconhecem.
Será que isto é mais comum nos anos recentes? Há aqueles que vão
à igreja (não muito, porque se forem sempre acabam se influenciando pela
verdade), escutam os sermões e cantam (sem grande entusiasmo) e podem
até orar. Mas isso é tudo o que fazem, porque no mundo das aparências, o
compromisso e obediência não são requisitos.
Não há honra em esconder-se atrás dos outros. Não vale a pena brilhar
sem ser com o seu próprio brilho. Viver uma vida comprometida com a mensagem
de Deus é a única atitude que realmente é digna.









